
Pulsão
título provisório
A obra investiga a construção de uma dramaturgia do tempo a partir do sapateado, tomando o ritmo como matéria coreográfica e a tecnologia como elemento constitutivo da composição cênica. Por meio de um sistema de luz responsiva, as relações entre corpo, som e espaço tornam-se perceptíveis, produzindo uma experiência em que a organização temporal é continuamente reorganizada pela ação do movimento da sapateadora.
Uma investigação cênica que toma o sapateado como dispositivo de composição entre corpo, som, luz e tempo. Estruturada a partir de um metrônomo e da progressiva ocupação dos intervalos rítmicos, a obra desenvolve uma dramaturgia baseada na emergência de relações entre gesto, escuta, movimento e tecnologia. Cada nova camada reorganiza a percepção das anteriores, produzindo diferenças sem abandonar a estrutura inicial. Ao longo da performance, pulso, contratempo, subdivisões e coreografia transformam continuamente a experiência temporal do espectador, fazendo com que uma mesma organização rítmica seja constantemente percebida de novas maneiras. Integrada a um sistema de luz responsiva, a tecnologia não ilustra a dança, mas participa da própria composição, tornando visíveis as transformações que atravessam a relação entre corpo, som e espaço.

